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A chegada de imigrantes e migrantes

As famílias Betarelli e Capatto chegaram a Elias Fausto em 1922. Foto em 1º de janeiro de 1954, no sítio do bairro Tibúrcio, ao lado da Fazenda Queluz.As maiores ondas imigratórias para o Brasil foram patrocinadas pelo governo, a partir da segunda metade do século XIX. O objetivo era trazer trabalhadores aptos a substituir os escravos na agricultura e executar tarefas necessárias à industrialização e ao desenvolvimento econômico. 

O movimento cresceu a partir das décadas de 1870 e 1880, estendendo-se até meados do século XX. A onda imigratória, iniciada no século XIX, traz para o país cerca de 4 milhões de trabalhadores.

A maioria vem da Europa, mas também é significativa a vinda de japoneses. Os europeus trazem para o país idéias anarquistas e socialistas, que são importantes para a organização e o desenvolvimento do movimento operário brasileiro.Famílias Della Rosa e Bérgamo, descendentes de italianos

As primeiras experiências na substituição da força de trabalho escravo por imigrantes europeus começaram a partir de 1819. O movimento imigratório intensificou-se na segunda metade do século XIX, com a expansão cafeeira na região Sudeste do país e a escassez de escravos provocada pela abolição do tráfico negreiro, em 1850.

Depois que grandes fazendeiros de café contrataram estrangeiros para trabalhar em suas terras, os governos provinciais da região seguiram o exemplo da iniciativa privada e desenvolveram programas de incentivo à vinda de trabalhadores de outros países, levando o Império a formular uma política oficial de imigração. Representantes do imperador brasileiro atuam em companhias internacionais de colonização sediadas em diversas cidades européias. Com isto, estabeleceu-se um fluxo regular de chegada de estrangeiros aos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, tradicionais zonas cafeeiras, e também a Jundiaí, onde são instaladas áreas pioneiras de cultivo do café. Além da preocupação em obter mão-de-obra para a agricultura, há também o interesse em atrair a população branca, a fim de reduzir proporcionalmente o número de negros e mestiços no país. Família Borges de Almeida

A maior parte dos imigrantes da região de Elias Fausto era de origem italiana, principalmente de Rovigo, nordeste da Itália, e vinha em busca de novas terras no interior de São Paulo. Os imigrantes trouxeram os costumes, as tradições, os sonhos, a esperança de uma vida melhor e as técnicas para trabalhar na agricultura.

Os italianos muito contribuíram para a formação do povo eliasfaustense, não só nas lavouras, mas também em todas as atividades comerciais e industriais, na culinária, nas artes, na música e nas tradições religiosas, que trouxeram às festas um brilho especial de alegria e vitalidade; porém, é significativa a chegada dos migrantes que, com seu trabalho, consolidaram o progresso do município.

No fim do século XIX, começaram a chegar ao nosso município os italianos, para trabalhar na lavoura,  seguidos dos alemães, estes vindos da região do Reno, tendo passado em 1847 por Friburgo, na região de Campinas e daí vindo para Elias Fausto no início do século XX, adquirindo terras nos bairros São José, Serra Velha e Chave Stein.

Chegaram, também, imigrantes oriundos de Portugal, Espanha, Síria, França, Alemanha, Suécia e de outros continentes, que fundiram seus costumes, crenças e tradições aos do povo aqui já enraizado, cada qual emprestando sua marca, e aqui deixaram seu quinhão valioso, que muito influiu na formação do povo desta terra. 

Os sírios vieram e assumiram o comércio. Havia também comerciantes espanhóis e alguns russos.Elias Fausto iniciou o cultivo de café na década de 1920, abandonando-o a partir de 1929.

Os japoneses chegaram ao município nas décadas de 1950 e 1960. Vieram para trabalhar na lavoura e aqui ensinaram aos outros habitantes o plantio do tomate, pimentão e berinjela. Aos poucos foram deixando o município devido à idade avançada ou porque os filhos tomaram outra direção de trabalho, conquistada pelo estudo. Deles ficaram os ensinamentos, pois ainda se cultiva o tomate, a berinjela e o pimentão, mas, agora, por mãos brasileiras.

Destacamos ainda os migrantes oriundos dos estados do Nordeste, do Paraná e da Capital, a partir da década de 1970, com a crise do café no Paraná e a expansão das lavouras irrigadas em Elias Fausto.